Alexandre de Moraes

(Justiça e Cidadania) – após ocupar a secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Alexandre de Moraes passou para o comando do ministério da Justiça.

Advogado com doutorado em Direito do Estado e livre-docência em Direito Constitucional, aos 48 anos de idade ele atinge o ponto máximo de sua carreira.

Professor associado da USP, ele iniciou a vida profissional como Promotor de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo, em 1991. Foi ainda Procurador-Geral de Justiça e Primeiro-Secretário da Associação Paulista do Ministério Público. Entre 2002 e 2005, ocupou a secretaria estadual de Justiça e Defesa da Cidadania (gestão Geraldo Alckmin). Na mesma época, foi presidente da antiga Febem (atual Fundação CASA).

O curriculum do ministro é extenso. Ele integrou o Conselho Nacional de Justiça e foi secretário municipal de Transportes entre 2007 e 2010 (administração Gilberto Kassab), quando acumulou as presidências da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e da SPTrans.

Em 2010, montou um escritório voltado para o Direito Público. Em 2014, retornou ao setor público, assumindo a secretaria estadual de Segurança Pública.

Alexandre de Moraes, porém, não escapou de enfrentar duras críticas e e envolver em polêmicas ao longo dos anos. À frente da Segurança Pública em São Paulo, foi o responsável direto por um aumento expressivo na violência da Polícia Militar. Também a repressão em manifestações e atos políticos tornou-se mais dura, inclusive com o uso de blindados israelenses de última geração.

Moraes é acusado ainda de advogar para a Transcooper, uma cooperativa de cinco empresas que teria ligações com o PCC. O ministro nega as acusações.

Ele não começou bem no governo Temer. Em uma de suas primeiras entrevistas no cargo, afirmou que poderia haver alguma mudança no processo de escolha do procurador-geral da República. O presidente interino, em pronta resposta, desautorizou Moraes e disse que será mantida a tradição de escolher o mais votado na eleição interna dos procuradores da República.

No comando da Justiça, o novo ministro terá como principais desafios manter a Polícia Federal sob controle e não interferir nas investigações da Lava-Jato. Tarefa hercúlea, como se vê.

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