Pedro Parente

(Petrobras)após passar anos longe do governo, retorna para ocupar o mais delicado dos cargos do governo Michel Temer, a presidência da Petrobras.

Engenheiro, 63 anos, conhecido como “P 3”, tem seu nome umbilicalmente ligado ao governo de Fernando Henrique Cardoso.

Sua carreira começou aos 19 anos de idade, quando tornou-se caixa do Banco do Brasil. Depois, entrou para o Banco Central.

Nos oito anos de mandato do tucano, ocupou os cargos de secretário Executivo do ministério da Fazenda, ministro-chefe da Casa Civil, ministro do Planejamento e ministro de Minas e Energia (no período do chamado “apagão”). Parente alia como poucos a capacidade analítica e a ação prática, sendo uma espécie de “faz tudo”.

Na transição do governo de Fernando Henrique Cardoso para o de Lula, foi dos responsáveis por manter os mercados tranquilos com a chegada do PT ao poder. Sua indicação para a Petrobras, por sinal, teve o aval de Cardoso e também do senador Aécio Neves (PSDB/MG).

Nos últimos meses do governo tucano, teve fortes atritos com o então ministro da Fazenda, Pedro Malan.

Ao deixar Brasília, no final de 2002, tornou-se presidente do Grupo de Comunicação RBS e, até 2014, ocupou o cargo de CEO da Bunge Brasil.

Parente foi também consultor da Prada e integrou os conselhos de administração de cinco empresas.

Ele gosta de desafios e, à frente da Petrobras, terá um grande: a empresa deve cerca de R$ 450 bilhões e está “nas cordas” por conta da Operação Lava-Jato da Polícia Federal. Parente já afirmou que “não haverá nomeações políticas na estatal”.

Não há ações tramitando na Justiça contra Pedro Parente.

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