Moreira Franco

(Coordenação de Infraestrutura) – o ex-governador do Rio de Janeiro integra o “núcleo duro” do governo e assume uma assessoria especial, sem o status de ministro, como secretário executivo de Parcerias Econômicas e Desenvolvimento, no comando de projetos estratégicos, como concessões e privatizações.

Apesar de fortemente ligado à política fluminense, ele nasceu em Teresina (PI). Economista e sociólogo, tem 71 anos de idade.

Ex-prefeito de Niterói (RJ), foi deputado federal por três mandatos. Na gestão Lula, foi vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa Econômica Federal. No governo Dilma Rousseff, foi ministro-chefe da secretaria de Assuntos Estratégicos e ministro-chefe da secretaria de Aviação Civil. Apesar dos dois postos, jamais foi próximo dela – ao contrário, a relação dos dois sempre foi marcada por momentos de forte tensão. Preside a Fundação Ulysses Guimarães, órgão do PMDB.

Ao longo de sua trajetória, Moreira transitou da esquerda para o centro no espectro ideológico. Ele começou sua militância na política estudantil e, nos anos 70, ingressou no MDB. Depois foi para o PDS, que apoiava na época o regime militar. Retornou ao PMDB em 1985, no início da redemocratização do país.

Adversário político de Leonel Brizola, recebeu dele o apelido de “Gato Angorá”, por causa de sua vasta cabeleira branca. O apelido, contudo, tem outra motivação – o gato angorá “passa de colo em colo de maneira dócil”. De fato, depois de apoiar os governos Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma Rousseff, agora Moreira será um dos homens fortes do novo governo.

Também é um possível alvo da Operação Lava Jato, pela mesma delação premiada de Delcídio do Amaral e pelo mesmo motivo do ministro Eliseu Padilha: avalizar a indicação do ex-senador para a diretoria de Gás e Energia da estatal. O peemedebista nega a denúncia e diz que apenas considerava o senador um bom nome para o cargo, mas não tinha influência política para indicá-lo.

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