Henrique Meirelles

(Fazenda) – com carreira marcada por oito anos na presidência do Banco Central e em postos de comando em grandes grupos privados, o ex-presidente mundial do Bank of Boston combina, na visão do mercado, duas condições indispensáveis para enfrentar os desafios: preparo técnico e habilidade política.

Com bom trânsito no mercado internacional e no meio político, ele é respeitado no exterior, importante ativo para recuperar credibilidade do país. Como presidente do BC de 2003 a 2010, Meirelles manteve a inflação na meta e a economia cresceu perto da média dos países emergentes, desempenho não repetido nos anos seguintes.

Não é apenas sua condição de gestor econômico ou financeiro que agrada o mercado. Meirelles entende como Brasília funciona. A falta de habilidade política foi uma das razões do insucesso do ex-ministro Joaquim Levy. Misto de tecnocrata e político, Meirelles reúne os predicados necessários para o momento.

O novo ministro enfrentará um quadro complicado, mas uma aludida ambição presidencial de sua parte pode representar uma motivação adicional para comprovar sua capacidade de imprimir rumo à economia e pavimentar o caminho para a sucessão em 2018.

Considerado o ministeriável mais forte, Henrique Meirelles já teria conseguido junto ao virtual presidente que os demais aliados e nomes do novo governo não se pronunciem sobre economia.

O mercado gostou de seus primeiro atos à frente da pasta. O “dream team” por ele montado para a equipe econômica tem técnicos e economistas altamente qualificados. Na leitura dos observadores da economia, Meirelles deu um forte indicativo de que retomará a austeridade para que o país volte aos trilhos. O que se pede, agora, são medidas concretas pois o tempo é curto para a apresentação de resultados.

Não existem, no momento, ações na Justiça contra o ministro da Fazenda. Seu nome jamais foi citado na Operação Lava-Jato da Polícia Federal.

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