Gilberto Kassab

(Ciência e Tecnologia, Inovações e Comunicações) – o presidente nacional do PSD foi nomeado por Michel Temer dentro da cota partidária.

Engenheiro civil, economista e empresário, 55 anos, foi secretário municipal de Planejamento de São Paulo, vice-prefeito e depois prefeito da capital paulista, deputado federal por dois mandatos e ministro das Cidades durante o governo Dilma Rousseff.

Figura controversa, é conhecido por não manter fidelidade aos partidos  - foi do PL, do PFL, do DEM e, em 2011, fundou o PSD. Recentemente, estimulado pelo Palácio do Planalto, tentou refundar o PL, sem sucesso.

Kassab sempre esteve conectado ao mundo político de São Paulo. Participou da campanha presidencial de Afif Domingos em 1989, foi o responsável pelo Plano Diretor da capital na gestão Celso Pitta, vice-prefeito no governo de José Serra e aliou-se ao então presidente Lula.

Na Câmara dos Deputados, destacou-se como presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, quando aprovou um projeto de inovação tecnológica que foi integrado à Lei de Informática do governo Lula, lei essa que visava melhorar a competitividade das empresas no ramo da inovação.

No segundo governo de Dilma Rousseff, assumiu o ministério das Cidades. Foi nesse período de aproximação da presidente em que trabalhou para recriar o PL, numa clara tentativa de esvaziar o PMDB e o então presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ). A operação foi um fracasso e contribuiu para aumentar o distanciamento entre PT e PMDB, agravando a crise política que resultou no afastamento da petista.

O comportamento de Kassab desperta a desconfiança de muitos de seus aliados de ocasião. Não é diferente com Michel Temer, que nomeou-o ao cargo mas ficará de olho nas ações políticas do ministro.

Em suma, trata-se de um político pragmático que, ciente de seu reduzido carisma, utiliza-se de outros instrumentos para atingir seus objetivos. Até aqui, tem colecionado mais êxitos que fracassos.

Ao longo de sua vida pública, Kassab foi acusado de envolvimento em ilícitos. Quando secretário de Celso Pitta, teve a origem de seu patrimônio questionada, mas nada foi provado. Depois, já prefeito, foi interpelado pela Justiça Eleitoral sobre suposto financiamento irregular de sua campanha. Novamente, nada foi comprovado.

Por fim, teria contratado de maneira ilegal a empresa Controlar, responsável pela inspeção veicular em São Paulo, mas foi absolvido em primeira instância.

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