Geddel Vieira Lima

(Secretário de Governo) – integrante do “núcleo duro” do governo, o polêmico político baiano é o nome escolhido por Temer para a secretaria de Governo.

Administrador de empresas e pecuarista, 57 anos, Geddel sempre fez da política sua atividade central.

Deputado federal por cinco mandatos, apoiou os governos Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma Rousseff. Liderou a bancada do PMDB na Câmara dos Deputados na gestão do tucano, como firme defensor das políticas do então presidente. No governo Lula, ocupou a pasta de Integração Nacional entre 2007 e 2010, quando foi acusado de haver favorecido a Bahia com a liberação de maior volume de recursos em comparação com outros estados. No governo Dilma Rousseff, foi vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal.

Na Câmara, foi citado no escândalo dos “Anões do Orçamento”, em 1993, em que parlamentares manipulavam emendas orçamentárias por meio de entidades sociais fantasmas. No caso dele, nada foi provado.

O deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB/BA), irmão de Geddel, é um dos principais integrantes da “tropa de choque” do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ). Comenta-se que boa parte das ações de Lúcio são comandadas pelo irmão.

Desafetos não lhe faltam. Geddel não é unanimidade nem dentro de seu partido. Muitos consideram-no histriônico e com reduzida capacidade de negociação, além de ter um comportamento mercurial. A secretaria de Governo, portanto, representa um desafio para o peemedebista.

Outro possível alvo da Lava Jato. Segundo executivos da construtora OAS, Geddel fez sucessivos lobbies para a empresa na Caixa Econômica Federal, na secretaria de Aviação Civil da Presidência da República e na Prefeitura de Salvador. Ele nega as acusações.

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