Eliseu Padilha

(Casa Civil) – o ex-ministro e ex-deputado integra o chamado “núcleo duro” do governo Temer e é nome central na nova administração, junto com o ministro da Fazenda.

Advogado, 70 anos, Padilha foi prefeito do município de Tramandaí (RS) e deputado federal por três mandatos. Milita no PMDB desde a década de 60, quando o partido ainda era o MDB.

Ministro dos Transportes do governo Fernando Henrique Cardoso de 1997 a 2001, ocupou no governo Dilma Rousseff a Secretaria de Aviação Civil. Sua saída do cargo, por sinal, foi um dia antes do pedido de impeachment da presidente ser acatado na Câmara, no começo de dezembro do ano passado. Sua movimentação gerou fúria entre os petistas.

Antes ele ocupara justamente a função de articulador político do governo no Congresso Nacional, como secretário de Relações Institucionais. Ficou conhecido pelas famosas “planilhas de votos”, onde mapeou com precisão o comportamento dos deputados em votações importantes na Câmara. Uma delas teria sido usada na votação, em plenário, da admissibilidade do impeachment da então presidente, em abril último.

Nos dias que antecederam à votação, ele visitou as lideranças de todos os partidos contrários a Dilma Rousseff, mostrando capacidade de articulação e, em geral, deixou boa impressão entre os deputados.

Em 2001, foi chamado pelo então senador Antonio Carlos Magalhães de “Eliseu Quadrilha”. O peemedebista, em resposta, processou o político baiano, mas a ação prescreveu.

Padilha já foi acusado de tráfico de influência, improbidade administrativa e desvio de merenda escolar, mas nada foi provado.

É um possível alvo da Operação Lava Jato da Polícia Federal. Segundo a delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral, o novo ministro, em 1999, teria reforçado a indicação de Delcídio para a diretoria de Gás e Energia da Petrobras. Ele nega a denúncia.

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