Blairo Maggi

(Agricultura) – conhecido como o “Rei da Soja”, o senador Blairo Maggi substituiu a também senadora Kátia Abreu no comando da Agricultura. Ele foi nomeado na cota do PP, partido ao qual se filiou recentemente – antes, pertencia ao PR.

Gaúcho de nascimento, mas há tempos radicado em Mato Grosso, Maggi tem 59 anos de idade. Agrônomo e empresário, é das mais polêmicas figuras da política brasileira. Ele é apontado como o maior produtor individual de soja do mundo, sendo responsável por cerca de 5% da produção do grão no Brasil. Maggi também tem negócios nas áreas de logística de transporte, pecuária e produção de energia elétrica.

Entre 2003 e 2010, foi governador de Mato Grosso (dois mandatos). Sua gestão despertou a ira de ambientalistas, sendo “agraciado”, em 2005, com o troféu “Motosserra de Ouro”, por sua contribuição ao desmatamento da Floresta Amazônica. Mais tarde, em 2010, recebeu do Greenpeace uma caixa de bombons de cupuaçu, em mais um sinal de que estaria desmatando a Amazônia.

Para responder aos críticos e desafetos, Maggi implementou o Programa MT Legal, que tinha como objetivo desenvolver o licenciamento ambiental e o uso de tecnologias de controle do uso do solo por intermédio de imagens de satélite. De acordo com especialistas, o projeto foi bem sucedido.

Apesar das críticas de ambientalistas, Blairo Maggi já foi bastante próximo do então presidente Lula. Em 2006, ele apoiou a reeleição do petista em troca da renegociação das dívidas dos produtores rurais e da nomeação de alguns aliados para cargos no governo federal.

No Senado Federal, Maggi sempre atuou na linha de frente da defesa dos interesses dos produtores rurais. Ele presidiu a Comissão de Meio Ambiente da Casa entre 2013 e 1015, quando estabeleceu uma agenda radicalmente contrária daquela defendida pelos ambientalistas. Recentemente, relatou a PEC 65/12, que derruba o licenciamento ambiental para obras. Seu parecer, favorável, foi aprovado por seus pares na Comissão de Constituição e Justiça.

O novo ministro da Agricultura também tem seus problemas com a Justiça. Em 2014, ele foi alvo da Operação Ararath da Polícia Federal, que apurou crimes contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro em esquema envolvendo factorings. Maggi negou as denúncias.

No âmbito da Lava-Jato, ele recebeu recursos de campanha da Construtora Camargo Corrêa. Maggi diz que as doações foram legais.

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