Raul Jungmann

(Defesa) – o deputado federal pernambucano representa o PPS no comando da pasta da Defesa.

Consultor empresarial, 64 anos, está em seu terceiro mandato de deputado federal. Ele tem um extenso curriculum de atividades no Executivo federal.

No governo Fernando Henrique Cardoso, Jungmann foi ministro Extraordinário de Política Fundiária, entre 1996 e 1999. No final de 1999, a pasta mudou de nome e passou a se chamar ministério do Desenvolvimento Agrário, que foi comandada por ele até 2002. Ao longo desse período, teve duros embates com movimentos como o MST.

Iniciou sua trajetória política no antigo MDB, nos anos setenta e, com a redemocratização, ingressou no PCB, que mais tarde se tornaria o PPS.

Nos anos noventa, foi presidente do IBAMA e do Incra. Jungmann sempre manteve boas conexões com o PSDB, sendo um importante interlocutor do senador Aécio Neves (PSDB). É próximo também de Gilberto Kassab e, quando esse foi prefeito em São Paulo, nomeou o atual ministro da Defesa para os conselhos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e da Empresa de Tecnologia da informação e Comunicação de São Paulo (Prodam).

Tido como arrogante por muitos, Jungmann, ao longo dos governos Lula e Dilma Rousseff, foi implacável nas críticas ao petismo. Essa postura certamente qualificou-o para ocupar o posto que agora ocupa. Além disso, ele é tido como um bom conhecedor das questões relativas à Defesa e é bem visto pelas Três Armas.

No governo Fernando Henrique Cardoso, por sinal, Jungmann apresentou a proposta de criação do Livro Branco da Defesa Nacional. O então presidente acatou a proposta e, hoje, o Livro Branco contém em detalhes os dados estratégicos, orçamentários, institucionais e materiais das Forças Armadas.

Quando ministro do Desenvolvimento Agrário, foi investigado por fraude em licitação, peculato e corrupção em contratos de publicidade. Os contratos somavam mais de R$ 33 milhões, mas a Justiça arquivou o inquérito.

No âmbito da Operação Lava-Jato, seu nome aparece na lista da Odebrecht apreendida pela Polícia Federal em março último. O ministro afirma que as doações de camapnha que recebeu da empreiteira foram efetuadas dentro da lei.

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