Maria Silvia Bastos Marques

(presidente do BNDES) – executiva com larga experiência nos setores público e privado, será a primeira mulher a comandar o poderoso Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Formada em administração pública pela Fundação Getúlio Vargas e doutora em economia pela mesma escola, tem diversos trabalhos publicados sobre dívida externa e inflação. É figura de destaque desde o governo Collor, no início dos anos noventa.

Com 59 anos de idade, os cargos que ocupou reforçam a percepção de se tratar uma profissional com perfil eminentemente técnico. De 2011 a 2014, presidiu a Empresa Olímpica Municipal do Rio de Janeiro, a convite de Eduardo Paes (PMDB/RJ), de quem era até recentemente assessora especial.

Foi diretora do BNDES no final do governo Collor – nesse período, trabalhou nos processos de privatização da Embraer e do setor petroquímico. Ainda no governo Collor, integrou a equipe da secretaria de Política Econômica, comandada por Antonio Kandir.

Entre 1993 e 1996, foi secretária municipal de Finanças do Rio de Janeiro, durante a gestão do então peemedebista César Maia. Comenta-se que realizou uma boa administração financeira, deixando dinheiro em caixa, algo pouco comum para o Rio de Janeiro.

No governo Fernando Henrique Cardoso, teve assento no Conselho de Administração da Petrobras. Maria Silvia presidiu ainda a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) – como curiosidade, ao assumir esse posto ela estava grávida de gêmeos.

Presidiu a Icatu Hartford Seguros e, atualmente, integra o conselho de algumas grandes empresas, como a norte-americana Marsh & McLennan, que presta serviços e consultoria nas áreas de risco e estratégia.

No curriculum de Maria Silva, chama a atenção os postos para os quais foi sondada e recusou. No governo de Fernando Henrique Cardoso, em momentos distintos, teria sido convidada para assumir o Ministério do Desenvolvimento, a presidência da Petrobras e a presidência do BNDES, que assumirá agora.

Maria Silvia se diz “liberal”, tendo inclusive colaborado para o antigo PFL (atual DEM), entre meados dos anos noventa e o início da década passada. Entre seus ativos estão uma grande capacidade de negociação.

À frente do BNDES, mudará a política que vinha sendo adotada durante os anos de PT no poder, em especial no que diz respeito ao favorecimento aos chamados “campeões nacionais”.

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