Reflexões iniciais sobre a sucessão em Fortaleza

Segunda maior cidade da região Nordeste, com mais de 2,5 milhões de habitantes, a capital cearense tem grande peso no cenário nacional. A exemplo de Salvador (BA) e Recife (PE), Fortaleza é um manancial de lideranças, e seus destinos políticos interessam a todos.

As eleições municipais desse ano deverão ser marcadas por um forte embate entre esquerda e direita, com as forças de centro tentando emplacar um nome forte. O atual prefeito, Roberto Cláudio (PDT), não disputará o pleito por estar cumprindo seu segundo mandato.

O candidato da situação será Sarto Nogueira ( PDT). Médico e atual presidente da Assembleia Legislativa cearense, ele conta com o apoio não somente do prefeito, mas também da família Gomes - os irmãos Ciro e Cid são fortes cabos eleitorais. A coligação de Nogueira é ampla, com PSB, DEM, PSDB, PL, PP e Rede, entre outros. Sua ida ao segundo turno é bastante provável.

O PT, por sua vez, optou por lançar a deputada federal e ex-prefeita Luizianne Lins. Bastante conhecida da população e de perfil forte, ela terá como desafio romper as resistências ao partido para assumir um novo mandato. Não será fácil.

Ainda à esquerda, o PSOL, partido que vem crescendo bastante nas capitais, lançará o nome de advogado Renato Roseno. Sem grandes chances, sua candidatura tem como principal objetivo marcar posição na cena política local.

O PV terá como representante o deputado federal Célio Stuart. Jovem parlamentar que tem se destacado em Brasília com a bandeira do meio ambiente, ele também trabalha para reforçar seu nome junto ao eleitorado de Fortaleza.

O PROS lançará o deputado federal Capitão Wagner. Bastante popular na cidade e bem colocado nas pesquisas disponíveis, ele contará com o apoio do Podemos, do Republicanos e do PSC, entre outros. Uma clássica composição de direita.

Por fim, o Solidariedade deverá ser representado pelo médico e deputado estadual Heitor Férrer. Com o apoio estratégico do MDB, legenda forte na capital, o objetivo é chegar ao segundo turno.

A sucessão em Fortaleza será das mais difíceis entre as capitais. A ocorrência de um segundo turno é praticamente certa.

André Pereira César

Cientista Político

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